terça-feira, 27 de julho de 2010
a favor de pessoas de verdade que tal ?
Eu sou uma eterna apaixonada por palavras. Música. E pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono. Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida. Tem muita coisa dentro de você? Então jogue essa porra de identidade fora e senta aqui. Pára de falar da rave. Da viagem. Das 200 horas que ficou sem dormir ouvindo tuntztuntz. Ok, pode falar! Mas seja breve. Eu quero saber sobre você. VOCÊ! Você não é só uma festa, uma foto de orkut, um carro bonito que te custa caro. Você não é só um i-phone, uma tv de plasma, uma notícia barata de jornal. VOCÊ É GENTE! E gente sente. Gente ama, sofre, sente sono. E tem medo. EU TENHO MEDO. Eu, na verdade, tenho muitos medos. E um deles é que as pessoas virem apenas uma IMAGEM. Não para os outros (que se fodam os outros!), mas para si mesmo. Meu Deus, aonde vamos parar? Antes que a conversa se estenda, quero esclarecer logo. Não sou idiota, olhe bem. Também adoro um auê, uma frescurinha, champagne boa. Tenho um ego chato que apaga fotos em máquinas alheias. Fico emburrada se a calça jeans não entra. Brigo cá com meus defeitos (que são caros, fartos e meus). E acho que todo mundo também. Mas o que vim dizer hoje não é isso. Ou melhor, é sim. O que eu quero falar na verdade é que: A GENTE PODE SER BEM MAIS QUE ISSO. Que tal preocupar-se um pouco mais com SER do que com o TER, nem que seja pra variar? Me conte suas viagens, me mostre sua história, mas seja sincero: você detestou aquele lugar que todo mundo ama! Você odiou, na verdade. Então para que dizer que foi uma viagem " do caralho" e colar aquelas fotos com aquela gente cretina bem no meu do seu mural ? Não precisa fazer linha comigo, nasci desalinhada, você sabe disso. Lembre-se de quem você era, DE QUEM VOCÊ É. (Você lembra ?). É sua essência, tudo o que há por trás desse sorriso lindo e esse ocúlos escuros. É minha gente. Estou naqueles momentos silênciosos em que pouca coisa parece fazer sentido. Sigo a vida conforme o roteiro, sou quase normal por fora, pra ninguém desconfiar. Mas por dentro eu deliro e questiono, não quero uma vida pequena, um amor pequeno, uma alegria que caiba dentro da bolsa. Eu quero mais que isso. Quero o que não vejo. Quero o não entendo, quero muito mais quero sem fim. não cresci para viver mais ou menos, nasci com de asas, vou para aonde me levar. Por isso, não me venha com coisas desnecéssarias, nada facil me satisfaz. Eu quero um mergulho profundo. Entrar de roupa e tudo num infinito. E orar para sair ainda melhor do outro lado
(por que coisas tão pequenas deixam a gente tão doida?)
Eu não gosto de telefone, nunca gostei. Quer falar comigo? Me mande um e-mail, uma carta registrada, um fax, uma mensagem no celular. Sinto muito, gente. Meu negócio não é falar, é escrever. Acho chato, me aborrece, minha sobrancelha vai lá em cima toda vez que o aparelho toca. Nada pior que ouvir o telefone tremer e aquela voz metálica acusar: you have a message! Meu Deus do Céu, ela ainda fala inglês? Ah, não, não e não. É um absurdo uma coisa tão pequena vir me torturar dentro da minha própria casa. Tenham todos a Santa Paciência!
Eu sou daquelas pessoas que, por fora, parece estar a um passo do futuro. Tudo mentira. Eu odeio gente que liga pra bater papo em horário comercial, acho V3 nome de exterminador e o dia mais feliz da minha vida foi quando meu celular caiu dentro da privada. Mas minha felicidade foi rápida, admito. Em dois dias a operadora me enviou um modelo novo, com minutos grátis para falar com quem quiser! (...) Ah, batam palmas para a modernidade! Agora eu tenho créditos acumulados para falar com o mundo todo, sem pagar nada. (Não é ótimo?). Não, gente, não é. Me mandem uma camisa-de-força, um ótimo terapeuta, florais de Bach com ação intensiva... A verdade é que eu não gosto de falar ao telefone e fico PROFUNDAMENTE irritada quando ele resolve tocar no meio da minha melhor frase. O que acontece? Vocês querem mesmo saber? Acontece isso que vocês estão lendo. ISSO! Perco o rumo, a rima, o prumo, a compostura, fico doida de dar dó.
Estava eu aqui há meia hora atrás, calma como manda o figurino, escrevendo um texto que lentamente tomava vida própria quando – de repente – um trim me tirou da história. O motivo? Nada importante. N-A-D-A. (Porque quando é importante a gente não se abala, afinal a vida é assim). Mas ligar às 14 horas de uma segunda-feira para falar abobrinhas, reclamar da vizinha e fofocar sobre gente que eu nunca vi... Ah, pessoal, realmente não dá! Olha a crise mundial, olha a crise emocional, olha os terremotos no Chile, o quase Tsunami no Hawai... Olha o mundo girando sem parar enquanto você está dependurada no pobre aparelho...
Por isso meu pedido de hoje é estranho, neurótico e vai dar muito pano pra manga: VAMOS DAR UM BASTA NO USO INDISCRIMINADO DO TELEFONE. Me chamem pra tomar um café, me mandem um e-mail, uma carta, um SMS ou uma mensagem telepática... Me mandem o que quiserem, mas por favor: não me liguem. E, se eu não atender, não alternem ligações para o celular e o telefone de casa. Gente, NÃO FAÇAM ISSO! Além de me sentir culpada (é, acreditem: uma chamada não atendida me traz meio dia de culpa), eu vou pular o capítulo, deixar fugir a letrinha, escrever textos bizarros como esse e – ainda – mostrar meu pior lado que, convenhamos, não tem nada de estimulante.
ESTAMOS CONVERSADOS?
PS: ESTOU DE TPM. Obrigada pela compreensão.
Eu não gosto de telefone, nunca gostei. Quer falar comigo? Me mande um e-mail, uma carta registrada, um fax, uma mensagem no celular. Sinto muito, gente. Meu negócio não é falar, é escrever. Acho chato, me aborrece, minha sobrancelha vai lá em cima toda vez que o aparelho toca. Nada pior que ouvir o telefone tremer e aquela voz metálica acusar: you have a message! Meu Deus do Céu, ela ainda fala inglês? Ah, não, não e não. É um absurdo uma coisa tão pequena vir me torturar dentro da minha própria casa. Tenham todos a Santa Paciência!
Eu sou daquelas pessoas que, por fora, parece estar a um passo do futuro. Tudo mentira. Eu odeio gente que liga pra bater papo em horário comercial, acho V3 nome de exterminador e o dia mais feliz da minha vida foi quando meu celular caiu dentro da privada. Mas minha felicidade foi rápida, admito. Em dois dias a operadora me enviou um modelo novo, com minutos grátis para falar com quem quiser! (...) Ah, batam palmas para a modernidade! Agora eu tenho créditos acumulados para falar com o mundo todo, sem pagar nada. (Não é ótimo?). Não, gente, não é. Me mandem uma camisa-de-força, um ótimo terapeuta, florais de Bach com ação intensiva... A verdade é que eu não gosto de falar ao telefone e fico PROFUNDAMENTE irritada quando ele resolve tocar no meio da minha melhor frase. O que acontece? Vocês querem mesmo saber? Acontece isso que vocês estão lendo. ISSO! Perco o rumo, a rima, o prumo, a compostura, fico doida de dar dó.
Estava eu aqui há meia hora atrás, calma como manda o figurino, escrevendo um texto que lentamente tomava vida própria quando – de repente – um trim me tirou da história. O motivo? Nada importante. N-A-D-A. (Porque quando é importante a gente não se abala, afinal a vida é assim). Mas ligar às 14 horas de uma segunda-feira para falar abobrinhas, reclamar da vizinha e fofocar sobre gente que eu nunca vi... Ah, pessoal, realmente não dá! Olha a crise mundial, olha a crise emocional, olha os terremotos no Chile, o quase Tsunami no Hawai... Olha o mundo girando sem parar enquanto você está dependurada no pobre aparelho...
Por isso meu pedido de hoje é estranho, neurótico e vai dar muito pano pra manga: VAMOS DAR UM BASTA NO USO INDISCRIMINADO DO TELEFONE. Me chamem pra tomar um café, me mandem um e-mail, uma carta, um SMS ou uma mensagem telepática... Me mandem o que quiserem, mas por favor: não me liguem. E, se eu não atender, não alternem ligações para o celular e o telefone de casa. Gente, NÃO FAÇAM ISSO! Além de me sentir culpada (é, acreditem: uma chamada não atendida me traz meio dia de culpa), eu vou pular o capítulo, deixar fugir a letrinha, escrever textos bizarros como esse e – ainda – mostrar meu pior lado que, convenhamos, não tem nada de estimulante.
ESTAMOS CONVERSADOS?
PS: ESTOU DE TPM. Obrigada pela compreensão.
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