sábado, 18 de setembro de 2010


Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho.
Eu sou uma eterna apaixonada por palavras. Música. E pessoas inteiras.
Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso.
Pessoas vazias são chatas e me dão sono. Gosto de quem mete a cara,
arrisca o verso, desafia a vida… Eu sou criança. E vou crescer assim.
Gosto de abraçar apertado, sentir alegria, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece.

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